Assim como aconteceria em uma noite de show em qualquer balada de Goiânia, ou num casamento, ou num aniversário, os amigos assumiram o palco. Nada mais justo que essa turma, tão companheira nos momentos de festa, mantivesse o costume, agora em tom de tributo.
Diversos nomes cantaram na homenagem, como Israel Novaes, Marrone e até mesmo Rafael Vanucci, produtor e um dos cabeças da carreira de Cristiano.
Pelas informações divulgadas nos portais, oito mil pessoas estiveram presentes na missa, limite que o espaço comportava.
Queria fazer um comentário.
A comoção pelo Cristiano tem uma melancolia a mais aos que acompanham a música sertaneja. Por conta das mudanças pelas quais o gênero passou nos últimos anos, pela primeira vez perdemos um artista solo de sucesso nacional. Em outras perdas, nos apegamos ao parceiro que ficou, desejando força e colaborando o máximo possível em sua nova e difícil jornada. É como se a presença ainda de um integrante nos aliviasse a dor da perda, ou ao menos nos servisse para fugir do vazio completo do luto.
No caso de agora, o vazio é total. Uma passagem que vai ficar registrada para sempre, infelizmente. Ao menos, fica a certeza de uma história vitoriosa, de alguém que lutou, lutou, mas chegou lá (mesmo que ainda houvesse muita estrada pela frente e a perspectiva de futuro fosse bastante positiva).
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